O coelho sonhador

Autor: João Marcelo Araújo dos Santos

Ufa, contei tudo que fiz para fugir da casinhola.
Ah, você não me conhece, muito prazer sou Jack! Um coelho muito fofo tenho olhos azuis e pelo branco. Agora que já me conhece posso continuar a história.
Já que estou livre da casinhola de Clarice, minha antiga dona, posso realizar os meus sonhos de coelho.
Meu primeiro sonho é cantar!
“ Livre estou!  Livre estou! Agora ninguém vai me engaiolar.”
“Agora vou conhecer o mundo e também tentar arrumar um trabalho, pode ser numa loja de carros, talvez?’’ Perguntei a mim mesmo. “Mas devo fazer uma coisa de cada vez.” Pensei.
Mas, estava  ecoando em minha cabeça: “Como vou conhecer o mundo?.”
Fiquei pensando uns cinco dias mais ou menos e de repente… me veio a ideia perfeita: “eu vou viajar pelo mundo com um carro de controle remoto!”
“Mas, como vou conseguir um carro na rua? Já sei!” Dialoguei comigo mesmo. “Vou deixar que Clarice me capture e me coloque na casinhola, então me faço de triste para ganhar um biscoito, aquele biscoito mágico. Quando Clarice estiver distraída, eu fujo pela casa a procura do carro.”
Dentro da casa dela andei e cantei no ritmo da Pantera Cor de Rosa “taram… taram… taram… taram, tarammmmm!”
Mas, quando o achei acelerei como se estivesse no filme Velozes e Furiosos 8 versão coelho. Enquanto fugia, avistei um coelho que era cinza e feio. Ele estava sendo perseguido por um cachorro. Por dó fui salva-lo. Minutos depois ainda na rua perguntei a ele:
-Qual é seu nome? – perguntei curioso.
-Meu nome é Felipe – respondeu ele. Você tem trabalho? -me perguntou.
-Não! – respondi triste.
-Vou te dar um trabalho. – disse ele. -Numa oficina, o dono dela é um coelho preto.
Logico que aceitei, porque eu posso criar uma bateria infinita e colocar no carrinho e viajar pelo mundo inteiro. No dia seguinte, fui trabalhar na oficina ganhei dinheiro e paguei um curso de mecânico. Alguns meses estudando muito, levei meu carro na oficina para melhora-lo. Ficou top, pintei de vermelho. “estudem crianças.”
Agora faltava a bateria, eu e Felipe decidimos inventar uma infinita, para nunca mais parar de dirigir. Eu e Felipe pegamos as ferramentas para fazer a  bateria. Séculos, e mais séculos trabalhando, até que perdi a conta dos anos.
Ao amanhecer de um dia, o Felipe me disse a seguinte coisa:
-Falta uma peça para a bateria, vamos procurar.
Levantei como um jato e falei:
-Vamos então.
Dias procurando viraram semanas, semanas viraram meses, meses viraram anos e em fim achamos.
Aleluia!!! Enfim conseguimos.
Eba! Vou viajar para África. Felipe ficou resmungando baixinho até que o chamei para ir comigo para lá. Ele me respondeu bem assim: “Simm cara! Vamos.”
“Infelizmente mal sabia eu que África ficava do outro lado do mundo.”

Fim!

 

A ida para Ilha Bela

Autora: Ana Júlia Aparecida da Silva

Oi crianças vou contar para vocês uma história que fala sobre mim e meu namorado. Vou começar me apresentando, sou uma coelha branca, lindona, meus olhos são verdes, sou um pouquinho atrapalhada, meu nome é Clara Cenouras.
Agora vou falar sobre meu namorado: ele é um coelho branco, pouco cheinho, com os olhos azuis, ele também é meio atrapalhado o nome dele é: Matheus Cenouras.
Vou começar a contar a história.
Era um dia bem bonito numa plantação de cenouras, eu e Matheus nos cansamos de lá decidimos ir morar em Ilha Bela.
Tentamos ir a pé, mas cansava muito, porque Ilha Bela era muito longe.
Semanas depois, tive uma ideia, ir de carrinho de controle remoto, em frente ao parque tinha uma loja de brinquedos. Fui lá, peguei a caixa do carrinho e corri, corri muito rápido parecendo o Papa Léguas! Tentei abrir a caixa, mas não consegui, até que vi um papel escrito: abra aqui! Fiquei sem graça, o papel estava ali, ali em cima! Arrumamos o carrinho e fomos embora.
De repente o carro parou, era a bateria que tinha acabado, coloquei trinta baterias dentro de minha bolsinha. No meio do caminho a bolsinha rasgou! E as baterias caíram no meio da rua. As que sobraram, eu consegui guardar e chegar até praia.
Uma hora depois, eu disse:
– Chegamos na praia!
No meio do mar tinha alguém surfando, era o amigo de Matheus.
– É o seu amigo José! Exclamei.
– O que? José andava de skate, não surfava, não mesmo! Matheus berrou sem acreditar.
Quando ele nos viu, veio conversar com a gente.
– Oi, galera! Que saudade! Gritou José todo animado.
– Olá, eu também estava com saudade de você. Disse o Matheus apertando a pata do seu amigo.
– Querem carona para ir até a casa de vocês? Perguntou José.
-Não! Vamos ficar aqui mesmo, porque nós vamos morar aqui na praia. Disse eu.
Primeiro fizemos nossa toca, depois fizemos outra plantação de cenouras, mas tudo na beira da praia, enfeitamos nossa casa e ficou bonita.
Faz dez anos que moramos aqui, tenho três filhos: Noá Cenouras, Jack Cenouras e a mais nova três anos chamada Sabrina Cenouras.

Fim!

 

O cachorro e o coelho.

Autora: Ana Julia Cristina

Você sabe o que eu fazia fora da casinhola? Se não sabe então vou te contar o que eu fazia, mas antes vou me descrever: Sou um coelho marrom, tenho olhos pretos, confesso que eu sou bonitão, não tenho medo de nada, e meu nome é Lucas.
Agora vamos lá começar a história: Eu estava andando pelas ruas quando um cachorro feio para burro, apareceu e começou a latir, então acabei tomando um susto e subi na árvore, e ele ficou me rodeando, até que eu cai de cima da árvore e fiquei todo dolorido.
No outro dia, fui me vingar daquele cachorro. Fui procura-lo pelas ruas e o encontrei na pracinha. Coloquei num pedaço de pão um laxante e joguei para o cachorro comer e me escondi. Depois que o remédio fez efeito, comecei a rir muito, muito porque ele começou a fazer cocô para todo canto.
Passou-se um tempinho e ele foi se vingar de mim. Quando eu estava andando pelas ruas, aquele “ animal” chato começou a correr atrás de mim! Querendo me morder, mas eu soltei um pum! E ele desmaiou!
Então, depois de muitas brigas, eu e ele viramos amigos. E ganhamos um novo inimigo, um cachorro maior, o nome dele era Buldogue Velho. Ele corria atrás de nós querendo nos morder.
Alguns meses depois, éramos nós que corria atrás dele, porque descobrimos que ele usava uma dentadura e não podia morder ninguém. No final da história você já sabe… todos nós viramos amigos e companheiros um do outro.

Nota: Ana Júlia Cristina digitou o seu texto na escola e teve ajuda de uma colega da sala para corrigi-lo. Algumas ideias que não ficaram muito claras durante a revisão ela e a revisora foram perguntar ao professor se havia possibilidade de modifica-las. O interessante foi ver o avanço de Ana Júlia questionando as frases que havia escrito em seu próprio texto.

Vejamos como foi o planejamento da história:

Planejamento de Ana Júlia Cristina

Durante o desenvolvimento de todo o projeto de escrita de autoria, Ana Júlia deu pequenas contribuições na socialização das atividades. Ela começou a participar mais foi durante os momentos de revisão textual. A aluna percebeu a importância de usar o dicionário para consultá-lo.

1ª versão da sua história (uma parte dela):

1 versão Ana Júlia Cristina

A aluna leu o texto para sala de aula e um colega depois lhe mostrou as palavras que deveria consultar no dicionário.

Ana recebeu algumas dicas para melhorar sua história.

2ª versão:

2 versão Ana Julia Cristina

A ortografia ainda é grande problema a ser resolvido pela aluna, entretanto, seu desempenho melhorou muito ao longos dos meses.

Vejamos como Ana escrevia no começo do ano.

 

Autorretrato Ana Julia Cristina

Produção escrita feita no começo de fevereiro de 2017.

 

 

 

 

O amor é lindo.

Autora: Maria Eduarda Passos

Oi, me chamo Pietro, um coelho bem fofinho e lindo. Posso–lhe fazer uma pergunta? Você gosta de cenoura? Eu amo cenoura, é o meu alimento favorito.
Bom, vou te contar uma historia: Um dia, eu estava passeando lá na praia de Ubatuba de carro, então cai dele sem mais nem menos. Minha dona Clarice foi embora, tentei correr atrás, mas não alcancei, ela me abandonou!!!!! Meu coração começou a partir ao meio. Depois de uma noite passando frio e fome, acabei me superando. Tempos depois, pensei: “ vou aproveitar que a minha dona está fora para eu pegar um bronze. Não é por nada não mas eu estava precisando mesmo rá, rá, rá. ”
Num outro dia, deu uma vontade louca de andar de barco, então fui perguntar para moça, do aluguel de barcos, quanto custava alugar um:
– Moça! Quanto custa para dar uma volta no barco?
-Ah! Um coelho andando de barco!!!!! Que loucura. A moça falou dando gargalhadas.
– Loucura coisa nenhuma, e só para sua informação eu sei pilotar um barco.
-Ta bom, ta bom o barco para alugar custa, dezesseis reais.
-Isso tudo só para andar naquela miséria de barco!! Nossa não sabem respeitar alguém do meu nível.
Uma hora naquela discussão, só por causa do barco, mas o pior foi quando a moça chamou o gerente. Nossa não pensei nem 1, nem 2, nem 3 vezes arrastei o barco até a água e subi em cima, então fui embora. Fiquei dez minutos no barco flutuando. Você não sabe o que eu achei! Eu encontrei uma ilha, mas o problema era que o barco não andava rápido! Plim! Tive uma ideia: de chamar meu amigo Best, mas se você pensa que ele é um coelho, esta enganado, ele é uma baleia orca, muito engraçado e medroso. Ele pensa que é machão, mas não é coisa nenhuma. Ele tem medo de cavalos marinhos, tubarões e entre outros bichos aquáticos.
Agora vou falar as palavras mágicas para ele vir. Uma hora falando as palavras mágicas e de repente ele apareceu e falou:
-Então Pietro tudo bem com você? Precisa de algo?
-Sim, você me leva la naquela ilha?
-Ah, você quer que eu te leve a ilha da diversão?! Perguntou Best.
-Sim, pode me levar lá na ilha por favor?
– Claro, segure-se firme e lá vamos nós!!!!!
– Obaaa!!!
Quando cheguei a ilha encontrei uma linda coelhinha e falei:
– Oi acho que te conheço de algum lugar.
-Oi, quem são vocês?
– Eu me chamo Pietro, e ele se chama Best.
– Prazer em vê–los, eu me chamo Jadie.
– Nossa que nome lindo, quer ser minha amiga?
-Sim, claro!!!
– Agora acho que sei quem é você – eu deduzi – é a trapezista do circo, onde eu também trabalhava como palhaço.
Depois de horas conversando, Best já tinha ido embora. A noite chegou.- Bom, você tem aonde ficar Pietro? Falou Jadie.
– Não tenho porque a pergunta? Falei decepcionado.
– Se quiser pode ficar em minha toca!
– Não obrigado.
– Por favor eu insisto! Que só hoje durma na minha toca.
– Ah, obrigado por ser gentil, então eu vou para toca com você.
Chegando lá na toca.
– O Jadie quem são eles?
– Nossa não tá obvio!!! São meus filhos.
-Nossa são muito fofinhos.
-Deixa eu lhe apresentar, esse aqui é o Gabriel, a Juliana e a Lola, eles são muito fofos não são???
– São sim, mas tem muitos filhotes, tem para dar e vender! Pietro falou dando diversas gargalhadas!!!!
– O que você disse!!!!! Falou Jadie com muita raiva.
– Desculpas, eu só fiz uma piadinha, desculpa mesmo não foi a minha intensão deixar você brava. Falei sem graça.
– Eu te desculpo, mas não faz mais isso por favor.
– Sim, eu juro que não vou fazer de novo. Mas falando de outro assunto. Eu queria te pedir em namoro, você aceita? Perguntei ansioso pela resposta.
– Sim, claro que aceito. Falou Jadie muito, muito feliz.
Depois de várias semanas… Entramos no processo de casamento. Então, no dia mais esperado do ano, nós nos casamos.
Na cerimônia o padre Pietro Silva Lispector disse:
– Jadie Oliveira Macedo aceita Pietro da Silva Lispector como seu legítimo esposo?
– Sim, claro! Falou Jadie muito feliz.
E assim foi a cerimônia. Quando chegou o horário da festa, saímos para a lua de mel que foi na praia.

 

ESCRITA COLETIVA: A fuga do coelho mágico

Esta escrita coletiva faz parte do projeto “Quem escreve sou eu”, que os alunos participaram durante todo o primeiro bimestre e começo do segundo do ano de 2017. Esse texto responde uma pergunta deixada por Clarice Lispector em seu livro “O mistério do coelho pensante.”

coelho

Como o coelho conseguia fugir da casinhola?

 

Autores: Todos os alunos

Você sabe como eu fugia da casinhola? Pois se não sabe vai saber agora. Tudo começou quando uma mulher chamada Clarice me comprou, sabe de quem? De um mágico!
Vou começar a história me descrevendo: sou um coelho branco, bonitão, um pouco cheinho, de olhos azuis e confesso que sou um pouco atrapalhado e fico sempre pensando em quantas cenouras consigo comer em dez minutos, talvez cem? Talvez trezentas? É que minha pança tem tanto espaço que cabe até um caminhão de cenoura. Acho que você não sabe o que é cenoura do jeito que eu sei, é melhor que chocolate.
Meu nome é bem facinho de falar, mas você tem que falar de uma vez só para não se enrolar: José Fredegundo de Joraci Teodoro Mareta Reis. Mas, estou bastante decepcionado, pois Clarice mudou meu lindo nome por um que não é muito minha cara, “Joãozinho”.
Chega de papo furado, preciso contar um segredo que você vai ficar impressionado: sou um mágico! E foi com mágica que comecei a fugir da casinhola de Clarice. A casinhola era parecida com a prisão de Alcatraz sem estar no meio de uma ilha. Alcatraz se você não sabe era onde ficava os maiores criminosos dos Estados Unidos. A casinhola tinha grades estreitas com um tampão de ferro muito, muito pesado em cima. Impossível de fugir!
Depois de um século mexendo o nariz, consegui ter uma brilhante, extraordinária ideia para a minha fuga, que foi tentar abrir o tampão com mágica. Minha primeira ideia foi transformar a delicissima cenoura em um pé de cabra. A minha mágica funcionou assim: na hora do almoço, Clarice trouxe para mim a minha refeição, enquanto todos da casa comiam, eu aproveitei para tentar fugir. Então peguei a cenoura e fui falando várias palavras mágicas que meu antigo dono falava: CABUM! CHACARACACÁ! TRA-LA-LÁ! BANG! BOOOM!!! Fui fazendo tanta força que o boom nada mais foi  que um pum que soltei sem perceber. Me desanimei com a ideia e a deixei de lado.
Passaram algumas semanas, tive outra ideia para minha fuga. A ideia foi a seguinte: quando Clarice trouxe o meu almoço, vi a cenoura e comecei a pensar: “A cenoura é fina! Talvez se eu me transformar em cenoura, daria para passar pelo vãozinho da grade. ” Então, a noite, quando todo mundo da casa foi dormir, chegou a grande hora de fazer a minha mágica, mas não funcionou. Bati palma, mas não deu certo. Então comecei a cantar a música do Zeca Pagodinho e a mágica aconteceu: as orelhas se enrolaram, a pança murchou, afinei as pernocas. Enfim uma cenoura! Quando fui tentar passar pelo vão da grade, infelizmente fiquei entalado. “Vou desistir dessa vida de mágico, “ pensei. Passei a noite toda tentando me desentalar.
Com o passar do tempo, foram várias tentativas para minha fuga. Pensei em emagrecer, mas acabei engordando mais do que já era. Tive outra grande ideia de fazer a tampa desaparecer, mas o problema é que a mágica simplesmente virou um cadeado.
Até que enfim tive a melhor das ideias, e vou lhe contar o que aconteceu: ao amanhecer de um dia bem alegre, um dos filhos de Clarice estava com um saco de biscoito em mãos e quando ele passou por perto da casinhola caiu um biscoito dentro, então pensei: “Que da hora! Vou fazer uma mágica mirabolante com esse biscoito, para ficar pequeno e passar entre as grades.” Novamente comecei a cantar a música de o Zeca Pagodinho e a mágica funcionou.
Aleluia!!!
Depois de várias tentativas, finalmente consegui realizar um dos meus desejos.
Agora você já sabe como eu fugia, mas você sabe o que eu fazia fora da casinhola? Se quiser saber você vai ter que descobrir na segunda parte da história.

Fim!

OBS: A versão digitada trata-se da versão final. Fizemos dois tipos de revisão textual: a primeira, foi durante a construção do texto; a segunda, num outro dia, digitada e apresentada no Datashow.

A história não partiu do nada, foi preciso fazer um planejamento, organizando as etapas de como seria a história.

O vídeo abaixo mostra o planejamento inicial. Num outro momento foi retomado esse assunto com os alunos e muita coisa mudou.

A escrita individual responde uma outra pergunta deixada por Clarice nesse mesmo livro: O que exatamente o coelho fazia quando fugia da casinhola?

A namorada do coelho

Autora: Evelin Lima

Olá, meu nome é Pedro e sou um coelho mágico. Vou contar a vocês uma história bem triste, pois minha namorada está muito, muito doente e é um problema muito grave, mas antes de contar vou fazer uma sopa, para ela comer e depois ir ao hospital.
Chegando lá, o médico disse:
Pedro, sua namorada está com problema muito grave e pode acabar morrendo!
– E qual é esse problema? Eu perguntei.
– Ainda não está identificado – O médico respondeu.
Viemos embora muito tristes, pois minha namorada poderia morrer a qualquer hora.
Ao amanhecer, resolvi fazer varias mágicas para salva-la, tentei fazer alguns remédios, mas estava pensando tanto que ela poderia morrer que as mágicas foram dando erradas.
Foi se passando os dias, fui fazendo mais mágicas e estava me sentindo culpado se ela morresse. E então continuei com as mágicas, até que um dia a minha namorada Carolayne estava passando mal e fomos ao médico novamente, isso foi após o almoço. Chegando lá, o médico a examinou e não falou nada, perguntei o que aconteceu, ele disse que era para voltar no dia seguinte. Nós fomos embora, jantamos, a Carolayne foi correndo para o banheiro vomitar tudo.
No dia seguinte, antes do almoço, tivemos que ir novamente ao hospital, eu estava tenso, não sabia o que estava acontecendo, Carolayne em casa só ficava deitada na cama ou no banheiro vomitando e até mesmo chorando pelos cantos. Chegando no hospital o médico foi logo perguntando:
– Você está bem Carolayne?
– Estou péssima, passei tanto mal! Falou ela.
Venha aqui Pedro preciso falar com vocês dois. Disse o médico. A Carolayne está passando mal, porque ela está grávida. Mas não poderá cuidar de seus filhos porque ela morrerá a qualquer hora. Infelizmente ela tem câncer.
Carolayne tinha um câncer incurável. Ela começou a chorar, e meu olho encheu-se de lágrimas, nós saímos do hospital. Indo embora vimos várias lojas de coisinhas de bebe então a Carolayne disse:
– Eu não vou poder cuidar dos nossos filhos, mas você poderá, então compre algumas roupinhas e brinquedos.
– Mas não temos tanto dinheiro – respondi.
Só algumas coisas – ela pediu.
Eu, é claro que aceitei, arrumamos o quarto dos bebês, então ela começou a passar mal e eu disse:
– Vai deitar um pouco na cama Carolayne.
– Tá bom, mas arruma tudo direitinho.
Ela foi deitar e eu continuei arrumando.
Os dias se passaram, ela estava passando muito mal e resolvi leva-la para o hospital.
Depois de alguns minutos esperando na sala de espera, chegou nossa vez de entrar no consultório, então o médico examinou ela e falou que faltava poucos dias para o nascimento de nossos filhos.
Então foi se passando os dias, ela foi passando mal, e o médico falou que estava na hora de dar a luz. Após o acontecimento, o médico colocou um de meus filhos no colo de minha namorada e ela desmaiou do nada! Isso foi sempre se repetindo e eu falei pro médico que ela sempre passava mal mas nunca tinha desmaiado.
Até que um dia, saí para tomar café e quando voltei recebi uma noticia muito triste, que minha namorada tinha morrido. Não acreditei! Então fui eu mesmo ver e percebi que era verdade, comecei a chorar e meu dia foi muito triste pois fiquei sozinho com meus filhos.

Fim!

Vejamos como foi o planejamento da história:

 

Planejamento Evelin

Evelin tem bastante criatividade o que precisava era organizar melhor suas ideias.

1ª versão da história (uma parte dela):

 

1ª versao Evelin

Quando leu para sala seu texto, percebemos (inclusive a própria aluna) que algumas partes estavam bem confusas que precisariam ser melhoradas.

 

dicas Evelin

O professor pediu para que uma aluna fizesse a revisão textual. Ela anotou como dicas para melhorar a sua produção.

2ª versão:

 

Evelin 2 versão

Algumas partes ainda continuavam confusas e o professor fez as orientações no texto da aluna. Mostrando-lhe onde precisaria melhorar no momento em que fosse digitar o texto.

Vejamos como era a escrita de Evelin no começo do ano

 

Autorretrato evelin

Fevereiro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

O coelho medroso

 Autora: Soraia abdouni

Estava curioso para saber o que eu fazia fora da casinhola? Se estava ou não, vou lhe contar agora.
Bom, vou começar me descrevendo: sou um coelho branco como as nuvens e olhos azuis como o céu, eu sei…a mistura perfeita! Sou um pouco acima do peso e confesso que sou um pouco medroso.
Agora que já sabe como eu sou, vamos começar a história:
Depois de semanas fora da casa de Clarice, minha antiga dona, passava a maior parte do meu dia nas ruas…mas não pense que fiquei triste por isso, pelo contrário, gosto muito de ficar nas ruas! Além de que alimentos e lugar para dormir eu já tenho. Conheci uma tia que eu nem sabia que existia, que nasceu uns mil anos antes de Cristo…na verdade, nem sei quando ela nasceu, qualquer dia desses irei perguntar a ela! Enfim, passei a morar com a titia.
“Ficar” na rua é uma experiência incrível! Palavra de coelho! Se fizer isso, vai se sentir livre como eu. E foi na rua que eu conheci um grupo de coelhos que levavam a vida de roqueiros da pesada e eram muito estilosos, usavam: piercings, jaquetas jeans e cabelos coloridos com grandes moicanos espetados. E o meu sonho era entrar no grupo e ser um dos “Coelhos sem medo”, o grupo mais maneiro da cidade, todos conheciam eles… mas para entrar no grupo iria ser difícil! Pois o nome do grupo já dizia que eles não tinham medo de nada, e como eu já disse… sou um pouco medroso… e agora? O que vou fazer?
Meses mexendo o nariz… até que tive uma brilhante ideia: vou me vestir como eles, agir como eles, e o principal “fingir não ter medo”. Fui ao centro da cidade, e entrei numa loja de rock e comprei todas as coisas necessárias para ser um roqueiro como eles, colori o cabelo, fiz um grande moicano espetado… fui por a mão no cabelo e até me espetei… coloquei a jaqueta jeans e voltei para a cidade muito estiloso, a procura do grupo. Até que de repente dei de cara com os “Coelhos sem medo”. Então, o líder do grupo “Valdemiro”, disse:
– Olha por onde anda mané!
– Desculpe! – eu respondi a ele saindo de sua frente.
Ele segurou em meu braço e falou:
– Estilo maneiro cara!
– Obrigado! O seu também! – exclamei, quase tendo um infarto de tanta alegria.
– Quer ir ao beco escuro com a gente? – perguntou.
Eu tenho muito medo de escuro, mas é lógico que eu falei ‘sim’. Fomos chegando lá fiquei morrendo de medo, e imaginando a Samara do filme “O chamado” lá no meio da escuridão. Eles ficavam escutando rock, e fingindo estar tocando guitarra.
Meses se passaram e todos os dias eles me chamavam para ir ao beco, e todos os dias eles também ficavam me chamando de medroso, pois um dia eu sem querer gritei de medo…e por isso eles ficavam me enchendo o saco, mas o estranho é que mesmo depois de meses andando com eles, os coelhos ainda não tinham me convidado para entrar no grupo. Até que uma vez eles me chamaram para ir ao beco novamente e disseram que ia ser um dia especial. Pensei: “acho que finalmente ia fazer parte do grupo”, mas não foi isso que aconteceu. Quando cheguei lá eles começaram a rir da minha cara e me bater!… acho que é porque eles sabiam que eu era medroso. Então chegou uma hora que eu não aguentei e gritei bem alto:
– Chega! Eu não aguento mais vocês me desprezando! – levantei e dei um belo de um golpe de caratê na cara deles!
Sai correndo do beco e subi as montanhas, e vi minha tia lá! E perguntei, mesmo todo estropiado, já não querendo entrar em mais nada:
– Tia, quando a senhora nasceu?
E ela respondeu:
– Nem eu sei! Só sei que foi antes de Cristo!

Fim!

Ilustração: Soraia

Como Soraia planejou o seu texto:

Soraia planejamento

Planejamento inicial, depois a aluna fez algumas alterações.

1ª versão (uma parte da história):

Soraia 1 versão

Quando a aluna leu para os colegas e professor, recebeu algumas dicas para melhorar sua história.

Dicas para melhorar a história:

Soraia dicas

 

2ª versão

soraia 2 versão

Na revisão final, a aluna recebeu novas dicas.  As correções da 2ª versão foram feitas por um colega de sala.

Vejamos como era a escrita de Soraia no início do ano letivo:

soraia escrita inicial

 

O amor sem fim!

Autora: Ana Carolina

Chegando do interior e não tendo onde ficar, um coelho chamado Fred, muito bonito e inteligente, sempre passava os dias a procura de trabalho. As noites procurava um lugar para ficar, mas quase sempre acabava dormindo na rua, onde passava muito frio e muita fome. A solidão e a tristeza dominavam seus sonhos.
Ao amanhecer de toda manhã, ele sempre saia para caminhar e viu uma coelha muito bonita. Acabou se apaixonando por ela, então foi falar com a linda coelhinha:
– Olá! Sou Fred. Qual é o seu nome?
– Olá, sou Carmem
– Que lindo seu nome, disse Fred
– Obrigada, falou Carmem
Os dois começaram a se aproximar dia após dia. Então Fred pediu a coelha em namoro! Ela aceitou rapidamente, pois tinha se interessado por ele também.
Carmem sempre muito vaidosa estava se arrumando para ver seu namorado. Fred estava esperando sua amada, para eles irem passear, mas não tinha contado ainda para sua namorada que morava na rua. Ficaram horas conversando, então Carmem disse:
– Fred, o que importa é o amor que a gente sente um pelo outro, as coisas irão melhorar e você vai encontrar um emprego e um lugar para ficar e se quiser pode ficar em minha casa.
– Agradeço! Mas vai te atrapalhar.
– Não! Pode ficar!
– Obrigado!
Ele ficou muito feliz com o que Carmem tinha lhe falado. Então foram passear, durante o passeio aconteceu o primeiro beijo!
Fred sentiu uma dor no peito, muito forte, mas achou que era bobeira.
Algum tempo depois, como estavam muito apaixonados, o casal resolveu marcar o dia do casamento.
Finalmente tinha chegado o grande dia! Carmem estava muito ansiosa e feliz com seu lindo vestido de noiva. Fred também muito contente e elegante com seu terno, não via a hora da cerimônia. Os convidados muito empolgados, aguardavam a chegada dos noivos.
Ao chegar a igreja, quando tudo parecia ter um final feliz, eis que uma forte dor no peito veio a tirar a vida de Fred. O coelho acabou morrendo de emoção, deixando sua noiva aos pés do altar.
Uma tristeza sem fim!
Com o tempo só restou lembranças e saudades de Fred. No coração de Carmem jamais outro amor.

Fim!

Ana Carolina escreveu bastante para deixar seu texto redondinho.

Vejamos como ela fez o planejamento da história:

carol planejamento

1ª versão (uma parte da história)

carol 1 versão

Quando Carol leu seu texto para sala, ele está um pouco confuso. Os colegas e professor várias dicas para melhorá-lo.

Dicas

carol dicas

2ª versão (uma parte da história):

carol 2 versão

Depois que recebeu as dicas, Carol organizou melhor o seu texto.

 

Vejamos como era a escrita de Ana Carolina no inicio do ano letivo:

carol escrita inicial

A namorada de marquês

Autora: Loslayne Oliveira

Vou começar a história me apresentando: meu nome é Marquês Teodoro, sou branco com olhos vermelhos, confesso que sou gordinho e as vezes não bato bem da cabeça. Agora vou contar minha história: tudo começou quando descobri que era mágico, assim comecei a fugir de casa.
Em uma bela noite, resolvi dar uma volta, quando cheguei na rua, avistei Bob, que é meu amigo coelho que trabalha nos correios, então fui conversar com ele:
– E ai Bob, tudo joia?!
– Oi cara, tenho uma bomba para te contar!! Exclamou ansioso.
– Nossa! Conta aí! Respondi curioso.
– Sabe a Gaga, a coelha da rua de baixo?
– Sei sim Bob, mas o que ta pegando com ela?
– Ela gosta de você Marquês.
– Sério? Nossa, que bomba! Disse surpreso.
– É sim! Ela que me contou.
Fiquei envergonhado com a notícia inesperada e resolvi mudar de assunto.
– Bom, agora vou dar uma volta, quer ir?
– Não obrigado, vou continuar entregando minhas cartas.
Me despedi do Bob e sai andando. Depois de terminar minha caminhada para emagrecer, voltei para casa e fui dormir. No dia seguinte, me deparei com Bob no portão de casa:
– Que foi Bob? Perguntei.
– Tenho uma carta pra você!
– Pra mim? Mas eu nunca recebo cartas. Respondi sem entender.
– Talvez tenha chegado o dia de você receber uma.
– Vou ler então, obrigada por me entregar.
– Ta bom cara, tchau.
Entrei em casa e fui ler a carta, “Meu Deus! A carta é da Gaga”. A carta diz o seguinte:
“Olá Marquês!”
“Preciso desabafar com você, é uma coisa que guardo a milhões de anos. Chega de papo furado, vou contar logo meu segredo: eu gosto de um coelho, com pelos brancos e de olhos vermelhos e se chama Marquês Teodoro. Eu gosto de você! Mas eu quero uma resposta, você gosta de mim?”
Dobrei a carta e a guardei, então pensei: “To lascado, a Gaga é a mais top do bairro e quer namorar comigo, isso vai dar B.O!”
Pensei novamente: “Daqui a pouco até os repórteres estão na frente de casa e vou sair na revista de fofoca, meu Deus! Pera! to pensando alto demais, só em sonhos que iria ficar famoso”.
Então respondi para a Gaga, peguei um papel, lápis e borracha, e fui escrevendo o seguinte:
“Gaga, não sei se o que eu sinto por você é amor verdadeiro, mas se for eu aceito namorar com você, porque você é a coelhinha mais delicada e linda desse mundo. Você aceita namorar comigo?”
Dobrei a carta e amarrei ela com um lacinho rosa com bolinhas pretas. Entreguei ao Bob e disse:
– Bob, entregue para a Gaga e diga que é muito importante.
– Ok Marquês.
Bob me contou tudo o que ele fez. Ele saiu com sua bicicleta do correio e foi entregar a carta para Gaga. Chegando na casa dela entregou a carta e falou:
– É pra você Gaga, é uma carta mega importante!
– Obrigada Bob. Agradeceu educadamente.
Minutos depois, Gaga me chamou no portão dizendo:
– Eu aceito namorar com você!
– Oh! Gaga eu te amo! Gritei apaixonado.
E até hoje estamos juntos, nos casamos e tivemos 2 filhotes uma se chama Mariscreide e o outro Joaquino. Enfim uma família feliz.

fim!

Como foi o planejamento de Lola:

lola planejamento

Quando o professor pediu a Lola que copiasse o planejamento numa folha separada para ele depois fotografar e postar no blog, a aluna perguntou se poderia colocar o que havia feito no planejamento inicial e depois o que mudou ao longo da história. O professor aceitou a ideia!

1ª versão (uma parte da história):

lola 1 versão

A primeira versão apresentou grandes problemas na construção da história. Quando leu para os colegas, todos puderam fazer algumas observações.

Num trecho escrito da primeira versão, surgiu um grande problema que seria pertinente a aluna resolvê-lo. Vejamos:

lola problema encontrado

Quem conta a história é o coelho Marques. No trecho: Bob saiu com sua bicicleta do Correio. Quando chegou na casa de Gaga entregou a ela e lhe falou […] O professor  perguntou a aluna como que o Marques sabia dos detalhes se ele não presenciou a entrega da carta e era ele o narrador da história. Nota-se que a aluna acrescenta novas informações no trecho.

Dicas para melhorar o texto feito pelos colegas de sala de professor.

lola dicas

2ª Versão: (uma parte da história):

lola 3 versão

Lola foi muito criativa! Ouviu os conselhos para melhorar o texto e fez de forma brilhante.

Vejamos como era a escrita de Lola no início do ano:

lola escrita inicial

Uma fama diferente

Autora: Julia Carvalho

Vou lhe contar a minha história, pois sou um coelho famoso. Tudo começou naquela noite de espetáculo, quando eu a avistei sentada na plateia nem acreditei que era ela, fique ate um pouco confuso quando eu a vi, nem acreditei que ela estava ali bem perto de mim. Sim ela com seus lindos olhos azuis e seus cabelos loiros, sim era a Xuxa Meneguel.
Depois de um tempo, tentando acreditar que eu vi a Rainha dos Baixinhos, eis que ela aparece no meu camarim, eu gostei de conversar com a “Rainha do meu coração’’, ela me fez várias perguntas como: qual era o meu nome, quantos anos eu tinha e no final da nossa conversa, a Xuxa me explicou que esteve na maioria dos meus espetáculos, fiquei chocado! Mas tão chocado que soltei um pum imenso. Então fiquei muito, muito envergonhado e vermelho. Pedi desculpas, e ela aceitou.
Continuando a minha conversa com a Xuxa, ela me perguntou se eu gostaria de fazer um teste, para o próximo Show dela. No dia seguinte fui participar do teste e tinha várias pessoas que cantavam e interpretavam muito bem. Quando disse para mim mesmo que eu passando ou não no teste, eu já tinha realizado um dos meus sonhos que era de conhecer a Xuxa. E vocês não sabem da maior, eu passei no teste!
O show teve tanto sucesso, que depois de alguns dias a Xuxa me ligou e me perguntou se eu gostaria de participar de seu programa de televisão. E até hoje este programa faz muito sucesso. E nunca desista dos seus sonhos, porque os meus se realizaram e então porque os de vocês não vão se realizar?

Fim!

Vejamos como foi o planejamento da história:

julia carvalho planejamento

1ª versão (uma parte da história):

julia carvalho 1 versão

Apesar da aluna ter feito um excelente planejamento, ela teve dificuldade em criar um texto coerente. Colegas e professor deram várias dicas para melhorar a história, quando ela apresentou a primeira versão. Depois o professor pediu a uma colega de sala fazer a revisão da ortografia junto com Júlia.

2ª versão:

julia carvalho 2 versão

A história ainda continua incoerente em alguns trechos. Para chegar a versão final, os alunos fizeram a revisão coletivamente, o que não foi fácil. para não perder a originalidade, o professor pedia para Julia tomar as decisões sobre o que os colegas estavam sugerindo. Algumas foram aceitas e outras reescritas pela própria aluna.

Como era a escrita de Júlia no começo do ano:

julia carvalho autorretrato

Fevereiro de 2017.