ESCRITA COLETIVA: A fuga do coelho mágico

Esta escrita coletiva faz parte do projeto “Quem escreve sou eu”, que os alunos participaram durante todo o primeiro bimestre e começo do segundo do ano de 2017. Esse texto responde uma pergunta deixada por Clarice Lispector em seu livro “O mistério do coelho pensante.”

coelho

Como o coelho conseguia fugir da casinhola?

 

Autores: Todos os alunos

Você sabe como eu fugia da casinhola? Pois se não sabe vai saber agora. Tudo começou quando uma mulher chamada Clarice me comprou, sabe de quem? De um mágico!
Vou começar a história me descrevendo: sou um coelho branco, bonitão, um pouco cheinho, de olhos azuis e confesso que sou um pouco atrapalhado e fico sempre pensando em quantas cenouras consigo comer em dez minutos, talvez cem? Talvez trezentas? É que minha pança tem tanto espaço que cabe até um caminhão de cenoura. Acho que você não sabe o que é cenoura do jeito que eu sei, é melhor que chocolate.
Meu nome é bem facinho de falar, mas você tem que falar de uma vez só para não se enrolar: José Fredegundo de Joraci Teodoro Mareta Reis. Mas, estou bastante decepcionado, pois Clarice mudou meu lindo nome por um que não é muito minha cara, “Joãozinho”.
Chega de papo furado, preciso contar um segredo que você vai ficar impressionado: sou um mágico! E foi com mágica que comecei a fugir da casinhola de Clarice. A casinhola era parecida com a prisão de Alcatraz sem estar no meio de uma ilha. Alcatraz se você não sabe era onde ficava os maiores criminosos dos Estados Unidos. A casinhola tinha grades estreitas com um tampão de ferro muito, muito pesado em cima. Impossível de fugir!
Depois de um século mexendo o nariz, consegui ter uma brilhante, extraordinária ideia para a minha fuga, que foi tentar abrir o tampão com mágica. Minha primeira ideia foi transformar a delicissima cenoura em um pé de cabra. A minha mágica funcionou assim: na hora do almoço, Clarice trouxe para mim a minha refeição, enquanto todos da casa comiam, eu aproveitei para tentar fugir. Então peguei a cenoura e fui falando várias palavras mágicas que meu antigo dono falava: CABUM! CHACARACACÁ! TRA-LA-LÁ! BANG! BOOOM!!! Fui fazendo tanta força que o boom nada mais foi  que um pum que soltei sem perceber. Me desanimei com a ideia e a deixei de lado.
Passaram algumas semanas, tive outra ideia para minha fuga. A ideia foi a seguinte: quando Clarice trouxe o meu almoço, vi a cenoura e comecei a pensar: “A cenoura é fina! Talvez se eu me transformar em cenoura, daria para passar pelo vãozinho da grade. ” Então, a noite, quando todo mundo da casa foi dormir, chegou a grande hora de fazer a minha mágica, mas não funcionou. Bati palma, mas não deu certo. Então comecei a cantar a música do Zeca Pagodinho e a mágica aconteceu: as orelhas se enrolaram, a pança murchou, afinei as pernocas. Enfim uma cenoura! Quando fui tentar passar pelo vão da grade, infelizmente fiquei entalado. “Vou desistir dessa vida de mágico, “ pensei. Passei a noite toda tentando me desentalar.
Com o passar do tempo, foram várias tentativas para minha fuga. Pensei em emagrecer, mas acabei engordando mais do que já era. Tive outra grande ideia de fazer a tampa desaparecer, mas o problema é que a mágica simplesmente virou um cadeado.
Até que enfim tive a melhor das ideias, e vou lhe contar o que aconteceu: ao amanhecer de um dia bem alegre, um dos filhos de Clarice estava com um saco de biscoito em mãos e quando ele passou por perto da casinhola caiu um biscoito dentro, então pensei: “Que da hora! Vou fazer uma mágica mirabolante com esse biscoito, para ficar pequeno e passar entre as grades.” Novamente comecei a cantar a música de o Zeca Pagodinho e a mágica funcionou.
Aleluia!!!
Depois de várias tentativas, finalmente consegui realizar um dos meus desejos.
Agora você já sabe como eu fugia, mas você sabe o que eu fazia fora da casinhola? Se quiser saber você vai ter que descobrir na segunda parte da história.

Fim!

OBS: A versão digitada trata-se da versão final. Fizemos dois tipos de revisão textual: a primeira, foi durante a construção do texto; a segunda, num outro dia, digitada e apresentada no Datashow.

A história não partiu do nada, foi preciso fazer um planejamento, organizando as etapas de como seria a história.

O vídeo abaixo mostra o planejamento inicial. Num outro momento foi retomado esse assunto com os alunos e muita coisa mudou.

A escrita individual responde uma outra pergunta deixada por Clarice nesse mesmo livro: O que exatamente o coelho fazia quando fugia da casinhola?

8 comentários sobre “ESCRITA COLETIVA: A fuga do coelho mágico

  1. Eu achei esse projeto muito legal,e eu aprendi muita coisa sobre pontuacao escrever e ler e tudo isso foi muito bom pra todos do 5 ano e pra mim nunca vou esquecer esse dia

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  2. Maravilhoso! Adorei a participação dos alunos, a intervenção do professor e, claro, o livro eleito. Clarice é Clarice! Sigam em frente, escrevendo muito! Orgulho de ter participado da formação deste maravilhoso professor 👨‍🏫

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  3. Olá professor Diogo! Olá crianças! Um prazer imenso navegar pelo blog de vocês. A vontade é dizer Bravo!! e o desejo é que esse trabalho tão sério e compromissado inspire outros professores, outras crianças desse nosso tão lindo e judiado país.
    Meu abraço mais caloroso a cada um de vocês! Cris

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  4. Maravilhoso!!!

    Mas cadê a segunda parte da história? Fiquei curiosa em saber o que esse coelho sabido fazia fora da casinhola. Vocês estão indo muito bem. Mostrarei o blog para meus alunos do 4ano. Eles precisam conhecer o trabalho de todos vocês. Tenho certeza que irão amar.

    Beijos e beijos
    LAIS

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