ESCRITA COLETIVA: A fuga do coelho mágico

Esta escrita coletiva faz parte do projeto “Quem escreve sou eu”, que os alunos participaram durante todo o primeiro bimestre e começo do segundo do ano de 2017. Esse texto responde uma pergunta deixada por Clarice Lispector em seu livro “O mistério do coelho pensante.”

coelho

Como o coelho conseguia fugir da casinhola?

 

Autores: Todos os alunos

Você sabe como eu fugia da casinhola? Pois se não sabe vai saber agora. Tudo começou quando uma mulher chamada Clarice me comprou, sabe de quem? De um mágico!
Vou começar a história me descrevendo: sou um coelho branco, bonitão, um pouco cheinho, de olhos azuis e confesso que sou um pouco atrapalhado e fico sempre pensando em quantas cenouras consigo comer em dez minutos, talvez cem? Talvez trezentas? É que minha pança tem tanto espaço que cabe até um caminhão de cenoura. Acho que você não sabe o que é cenoura do jeito que eu sei, é melhor que chocolate.
Meu nome é bem facinho de falar, mas você tem que falar de uma vez só para não se enrolar: José Fredegundo de Joraci Teodoro Mareta Reis. Mas, estou bastante decepcionado, pois Clarice mudou meu lindo nome por um que não é muito minha cara, “Joãozinho”.
Chega de papo furado, preciso contar um segredo que você vai ficar impressionado: sou um mágico! E foi com mágica que comecei a fugir da casinhola de Clarice. A casinhola era parecida com a prisão de Alcatraz sem estar no meio de uma ilha. Alcatraz se você não sabe era onde ficava os maiores criminosos dos Estados Unidos. A casinhola tinha grades estreitas com um tampão de ferro muito, muito pesado em cima. Impossível de fugir!
Depois de um século mexendo o nariz, consegui ter uma brilhante, extraordinária ideia para a minha fuga, que foi tentar abrir o tampão com mágica. Minha primeira ideia foi transformar a delicissima cenoura em um pé de cabra. A minha mágica funcionou assim: na hora do almoço, Clarice trouxe para mim a minha refeição, enquanto todos da casa comiam, eu aproveitei para tentar fugir. Então peguei a cenoura e fui falando várias palavras mágicas que meu antigo dono falava: CABUM! CHACARACACÁ! TRA-LA-LÁ! BANG! BOOOM!!! Fui fazendo tanta força que o boom nada mais foi  que um pum que soltei sem perceber. Me desanimei com a ideia e a deixei de lado.
Passaram algumas semanas, tive outra ideia para minha fuga. A ideia foi a seguinte: quando Clarice trouxe o meu almoço, vi a cenoura e comecei a pensar: “A cenoura é fina! Talvez se eu me transformar em cenoura, daria para passar pelo vãozinho da grade. ” Então, a noite, quando todo mundo da casa foi dormir, chegou a grande hora de fazer a minha mágica, mas não funcionou. Bati palma, mas não deu certo. Então comecei a cantar a música do Zeca Pagodinho e a mágica aconteceu: as orelhas se enrolaram, a pança murchou, afinei as pernocas. Enfim uma cenoura! Quando fui tentar passar pelo vão da grade, infelizmente fiquei entalado. “Vou desistir dessa vida de mágico, “ pensei. Passei a noite toda tentando me desentalar.
Com o passar do tempo, foram várias tentativas para minha fuga. Pensei em emagrecer, mas acabei engordando mais do que já era. Tive outra grande ideia de fazer a tampa desaparecer, mas o problema é que a mágica simplesmente virou um cadeado.
Até que enfim tive a melhor das ideias, e vou lhe contar o que aconteceu: ao amanhecer de um dia bem alegre, um dos filhos de Clarice estava com um saco de biscoito em mãos e quando ele passou por perto da casinhola caiu um biscoito dentro, então pensei: “Que da hora! Vou fazer uma mágica mirabolante com esse biscoito, para ficar pequeno e passar entre as grades.” Novamente comecei a cantar a música de o Zeca Pagodinho e a mágica funcionou.
Aleluia!!!
Depois de várias tentativas, finalmente consegui realizar um dos meus desejos.
Agora você já sabe como eu fugia, mas você sabe o que eu fazia fora da casinhola? Se quiser saber você vai ter que descobrir na segunda parte da história.

Fim!

OBS: A versão digitada trata-se da versão final. Fizemos dois tipos de revisão textual: a primeira, foi durante a construção do texto; a segunda, num outro dia, digitada e apresentada no Datashow.

A história não partiu do nada, foi preciso fazer um planejamento, organizando as etapas de como seria a história.

O vídeo abaixo mostra o planejamento inicial. Num outro momento foi retomado esse assunto com os alunos e muita coisa mudou.

A escrita individual responde uma outra pergunta deixada por Clarice nesse mesmo livro: O que exatamente o coelho fazia quando fugia da casinhola?

A namorada do coelho

Autora: Evelin Lima

Olá, meu nome é Pedro e sou um coelho mágico. Vou contar a vocês uma história bem triste, pois minha namorada está muito, muito doente e é um problema muito grave, mas antes de contar vou fazer uma sopa, para ela comer e depois ir ao hospital.
Chegando lá, o médico disse:
Pedro, sua namorada está com problema muito grave e pode acabar morrendo!
– E qual é esse problema? Eu perguntei.
– Ainda não está identificado – O médico respondeu.
Viemos embora muito tristes, pois minha namorada poderia morrer a qualquer hora.
Ao amanhecer, resolvi fazer varias mágicas para salva-la, tentei fazer alguns remédios, mas estava pensando tanto que ela poderia morrer que as mágicas foram dando erradas.
Foi se passando os dias, fui fazendo mais mágicas e estava me sentindo culpado se ela morresse. E então continuei com as mágicas, até que um dia a minha namorada Carolayne estava passando mal e fomos ao médico novamente, isso foi após o almoço. Chegando lá, o médico a examinou e não falou nada, perguntei o que aconteceu, ele disse que era para voltar no dia seguinte. Nós fomos embora, jantamos, a Carolayne foi correndo para o banheiro vomitar tudo.
No dia seguinte, antes do almoço, tivemos que ir novamente ao hospital, eu estava tenso, não sabia o que estava acontecendo, Carolayne em casa só ficava deitada na cama ou no banheiro vomitando e até mesmo chorando pelos cantos. Chegando no hospital o médico foi logo perguntando:
– Você está bem Carolayne?
– Estou péssima, passei tanto mal! Falou ela.
Venha aqui Pedro preciso falar com vocês dois. Disse o médico. A Carolayne está passando mal, porque ela está grávida. Mas não poderá cuidar de seus filhos porque ela morrerá a qualquer hora. Infelizmente ela tem câncer.
Carolayne tinha um câncer incurável. Ela começou a chorar, e meu olho encheu-se de lágrimas, nós saímos do hospital. Indo embora vimos várias lojas de coisinhas de bebe então a Carolayne disse:
– Eu não vou poder cuidar dos nossos filhos, mas você poderá, então compre algumas roupinhas e brinquedos.
– Mas não temos tanto dinheiro – respondi.
Só algumas coisas – ela pediu.
Eu, é claro que aceitei, arrumamos o quarto dos bebês, então ela começou a passar mal e eu disse:
– Vai deitar um pouco na cama Carolayne.
– Tá bom, mas arruma tudo direitinho.
Ela foi deitar e eu continuei arrumando.
Os dias se passaram, ela estava passando muito mal e resolvi leva-la para o hospital.
Depois de alguns minutos esperando na sala de espera, chegou nossa vez de entrar no consultório, então o médico examinou ela e falou que faltava poucos dias para o nascimento de nossos filhos.
Então foi se passando os dias, ela foi passando mal, e o médico falou que estava na hora de dar a luz. Após o acontecimento, o médico colocou um de meus filhos no colo de minha namorada e ela desmaiou do nada! Isso foi sempre se repetindo e eu falei pro médico que ela sempre passava mal mas nunca tinha desmaiado.
Até que um dia, saí para tomar café e quando voltei recebi uma noticia muito triste, que minha namorada tinha morrido. Não acreditei! Então fui eu mesmo ver e percebi que era verdade, comecei a chorar e meu dia foi muito triste pois fiquei sozinho com meus filhos.

Fim!

Vejamos como foi o planejamento da história:

 

Planejamento Evelin

Evelin tem bastante criatividade o que precisava era organizar melhor suas ideias.

1ª versão da história (uma parte dela):

 

1ª versao Evelin

Quando leu para sala seu texto, percebemos (inclusive a própria aluna) que algumas partes estavam bem confusas que precisariam ser melhoradas.

 

dicas Evelin

O professor pediu para que uma aluna fizesse a revisão textual. Ela anotou como dicas para melhorar a sua produção.

2ª versão:

 

Evelin 2 versão

Algumas partes ainda continuavam confusas e o professor fez as orientações no texto da aluna. Mostrando-lhe onde precisaria melhorar no momento em que fosse digitar o texto.

Vejamos como era a escrita de Evelin no começo do ano

 

Autorretrato evelin

Fevereiro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

O coelho medroso

 Autora: Soraia abdouni

Estava curioso para saber o que eu fazia fora da casinhola? Se estava ou não, vou lhe contar agora.
Bom, vou começar me descrevendo: sou um coelho branco como as nuvens e olhos azuis como o céu, eu sei…a mistura perfeita! Sou um pouco acima do peso e confesso que sou um pouco medroso.
Agora que já sabe como eu sou, vamos começar a história:
Depois de semanas fora da casa de Clarice, minha antiga dona, passava a maior parte do meu dia nas ruas…mas não pense que fiquei triste por isso, pelo contrário, gosto muito de ficar nas ruas! Além de que alimentos e lugar para dormir eu já tenho. Conheci uma tia que eu nem sabia que existia, que nasceu uns mil anos antes de Cristo…na verdade, nem sei quando ela nasceu, qualquer dia desses irei perguntar a ela! Enfim, passei a morar com a titia.
“Ficar” na rua é uma experiência incrível! Palavra de coelho! Se fizer isso, vai se sentir livre como eu. E foi na rua que eu conheci um grupo de coelhos que levavam a vida de roqueiros da pesada e eram muito estilosos, usavam: piercings, jaquetas jeans e cabelos coloridos com grandes moicanos espetados. E o meu sonho era entrar no grupo e ser um dos “Coelhos sem medo”, o grupo mais maneiro da cidade, todos conheciam eles… mas para entrar no grupo iria ser difícil! Pois o nome do grupo já dizia que eles não tinham medo de nada, e como eu já disse… sou um pouco medroso… e agora? O que vou fazer?
Meses mexendo o nariz… até que tive uma brilhante ideia: vou me vestir como eles, agir como eles, e o principal “fingir não ter medo”. Fui ao centro da cidade, e entrei numa loja de rock e comprei todas as coisas necessárias para ser um roqueiro como eles, colori o cabelo, fiz um grande moicano espetado… fui por a mão no cabelo e até me espetei… coloquei a jaqueta jeans e voltei para a cidade muito estiloso, a procura do grupo. Até que de repente dei de cara com os “Coelhos sem medo”. Então, o líder do grupo “Valdemiro”, disse:
– Olha por onde anda mané!
– Desculpe! – eu respondi a ele saindo de sua frente.
Ele segurou em meu braço e falou:
– Estilo maneiro cara!
– Obrigado! O seu também! – exclamei, quase tendo um infarto de tanta alegria.
– Quer ir ao beco escuro com a gente? – perguntou.
Eu tenho muito medo de escuro, mas é lógico que eu falei ‘sim’. Fomos chegando lá fiquei morrendo de medo, e imaginando a Samara do filme “O chamado” lá no meio da escuridão. Eles ficavam escutando rock, e fingindo estar tocando guitarra.
Meses se passaram e todos os dias eles me chamavam para ir ao beco, e todos os dias eles também ficavam me chamando de medroso, pois um dia eu sem querer gritei de medo…e por isso eles ficavam me enchendo o saco, mas o estranho é que mesmo depois de meses andando com eles, os coelhos ainda não tinham me convidado para entrar no grupo. Até que uma vez eles me chamaram para ir ao beco novamente e disseram que ia ser um dia especial. Pensei: “acho que finalmente ia fazer parte do grupo”, mas não foi isso que aconteceu. Quando cheguei lá eles começaram a rir da minha cara e me bater!… acho que é porque eles sabiam que eu era medroso. Então chegou uma hora que eu não aguentei e gritei bem alto:
– Chega! Eu não aguento mais vocês me desprezando! – levantei e dei um belo de um golpe de caratê na cara deles!
Sai correndo do beco e subi as montanhas, e vi minha tia lá! E perguntei, mesmo todo estropiado, já não querendo entrar em mais nada:
– Tia, quando a senhora nasceu?
E ela respondeu:
– Nem eu sei! Só sei que foi antes de Cristo!

Fim!

Ilustração: Soraia

Como Soraia planejou o seu texto:

Soraia planejamento

Planejamento inicial, depois a aluna fez algumas alterações.

1ª versão (uma parte da história):

Soraia 1 versão

Quando a aluna leu para os colegas e professor, recebeu algumas dicas para melhorar sua história.

Dicas para melhorar a história:

Soraia dicas

 

2ª versão

soraia 2 versão

Na revisão final, a aluna recebeu novas dicas.  As correções da 2ª versão foram feitas por um colega de sala.

Vejamos como era a escrita de Soraia no início do ano letivo:

soraia escrita inicial

 

O amor sem fim!

Autora: Ana Carolina

Chegando do interior e não tendo onde ficar, um coelho chamado Fred, muito bonito e inteligente, sempre passava os dias a procura de trabalho. As noites procurava um lugar para ficar, mas quase sempre acabava dormindo na rua, onde passava muito frio e muita fome. A solidão e a tristeza dominavam seus sonhos.
Ao amanhecer de toda manhã, ele sempre saia para caminhar e viu uma coelha muito bonita. Acabou se apaixonando por ela, então foi falar com a linda coelhinha:
– Olá! Sou Fred. Qual é o seu nome?
– Olá, sou Carmem
– Que lindo seu nome, disse Fred
– Obrigada, falou Carmem
Os dois começaram a se aproximar dia após dia. Então Fred pediu a coelha em namoro! Ela aceitou rapidamente, pois tinha se interessado por ele também.
Carmem sempre muito vaidosa estava se arrumando para ver seu namorado. Fred estava esperando sua amada, para eles irem passear, mas não tinha contado ainda para sua namorada que morava na rua. Ficaram horas conversando, então Carmem disse:
– Fred, o que importa é o amor que a gente sente um pelo outro, as coisas irão melhorar e você vai encontrar um emprego e um lugar para ficar e se quiser pode ficar em minha casa.
– Agradeço! Mas vai te atrapalhar.
– Não! Pode ficar!
– Obrigado!
Ele ficou muito feliz com o que Carmem tinha lhe falado. Então foram passear, durante o passeio aconteceu o primeiro beijo!
Fred sentiu uma dor no peito, muito forte, mas achou que era bobeira.
Algum tempo depois, como estavam muito apaixonados, o casal resolveu marcar o dia do casamento.
Finalmente tinha chegado o grande dia! Carmem estava muito ansiosa e feliz com seu lindo vestido de noiva. Fred também muito contente e elegante com seu terno, não via a hora da cerimônia. Os convidados muito empolgados, aguardavam a chegada dos noivos.
Ao chegar a igreja, quando tudo parecia ter um final feliz, eis que uma forte dor no peito veio a tirar a vida de Fred. O coelho acabou morrendo de emoção, deixando sua noiva aos pés do altar.
Uma tristeza sem fim!
Com o tempo só restou lembranças e saudades de Fred. No coração de Carmem jamais outro amor.

Fim!

Ana Carolina escreveu bastante para deixar seu texto redondinho.

Vejamos como ela fez o planejamento da história:

carol planejamento

1ª versão (uma parte da história)

carol 1 versão

Quando Carol leu seu texto para sala, ele está um pouco confuso. Os colegas e professor várias dicas para melhorá-lo.

Dicas

carol dicas

2ª versão (uma parte da história):

carol 2 versão

Depois que recebeu as dicas, Carol organizou melhor o seu texto.

 

Vejamos como era a escrita de Ana Carolina no inicio do ano letivo:

carol escrita inicial

A namorada de marquês

Autora: Loslayne Oliveira

Vou começar a história me apresentando: meu nome é Marquês Teodoro, sou branco com olhos vermelhos, confesso que sou gordinho e as vezes não bato bem da cabeça. Agora vou contar minha história: tudo começou quando descobri que era mágico, assim comecei a fugir de casa.
Em uma bela noite, resolvi dar uma volta, quando cheguei na rua, avistei Bob, que é meu amigo coelho que trabalha nos correios, então fui conversar com ele:
– E ai Bob, tudo joia?!
– Oi cara, tenho uma bomba para te contar!! Exclamou ansioso.
– Nossa! Conta aí! Respondi curioso.
– Sabe a Gaga, a coelha da rua de baixo?
– Sei sim Bob, mas o que ta pegando com ela?
– Ela gosta de você Marquês.
– Sério? Nossa, que bomba! Disse surpreso.
– É sim! Ela que me contou.
Fiquei envergonhado com a notícia inesperada e resolvi mudar de assunto.
– Bom, agora vou dar uma volta, quer ir?
– Não obrigado, vou continuar entregando minhas cartas.
Me despedi do Bob e sai andando. Depois de terminar minha caminhada para emagrecer, voltei para casa e fui dormir. No dia seguinte, me deparei com Bob no portão de casa:
– Que foi Bob? Perguntei.
– Tenho uma carta pra você!
– Pra mim? Mas eu nunca recebo cartas. Respondi sem entender.
– Talvez tenha chegado o dia de você receber uma.
– Vou ler então, obrigada por me entregar.
– Ta bom cara, tchau.
Entrei em casa e fui ler a carta, “Meu Deus! A carta é da Gaga”. A carta diz o seguinte:
“Olá Marquês!”
“Preciso desabafar com você, é uma coisa que guardo a milhões de anos. Chega de papo furado, vou contar logo meu segredo: eu gosto de um coelho, com pelos brancos e de olhos vermelhos e se chama Marquês Teodoro. Eu gosto de você! Mas eu quero uma resposta, você gosta de mim?”
Dobrei a carta e a guardei, então pensei: “To lascado, a Gaga é a mais top do bairro e quer namorar comigo, isso vai dar B.O!”
Pensei novamente: “Daqui a pouco até os repórteres estão na frente de casa e vou sair na revista de fofoca, meu Deus! Pera! to pensando alto demais, só em sonhos que iria ficar famoso”.
Então respondi para a Gaga, peguei um papel, lápis e borracha, e fui escrevendo o seguinte:
“Gaga, não sei se o que eu sinto por você é amor verdadeiro, mas se for eu aceito namorar com você, porque você é a coelhinha mais delicada e linda desse mundo. Você aceita namorar comigo?”
Dobrei a carta e amarrei ela com um lacinho rosa com bolinhas pretas. Entreguei ao Bob e disse:
– Bob, entregue para a Gaga e diga que é muito importante.
– Ok Marquês.
Bob me contou tudo o que ele fez. Ele saiu com sua bicicleta do correio e foi entregar a carta para Gaga. Chegando na casa dela entregou a carta e falou:
– É pra você Gaga, é uma carta mega importante!
– Obrigada Bob. Agradeceu educadamente.
Minutos depois, Gaga me chamou no portão dizendo:
– Eu aceito namorar com você!
– Oh! Gaga eu te amo! Gritei apaixonado.
E até hoje estamos juntos, nos casamos e tivemos 2 filhotes uma se chama Mariscreide e o outro Joaquino. Enfim uma família feliz.

fim!

Como foi o planejamento de Lola:

lola planejamento

Quando o professor pediu a Lola que copiasse o planejamento numa folha separada para ele depois fotografar e postar no blog, a aluna perguntou se poderia colocar o que havia feito no planejamento inicial e depois o que mudou ao longo da história. O professor aceitou a ideia!

1ª versão (uma parte da história):

lola 1 versão

A primeira versão apresentou grandes problemas na construção da história. Quando leu para os colegas, todos puderam fazer algumas observações.

Num trecho escrito da primeira versão, surgiu um grande problema que seria pertinente a aluna resolvê-lo. Vejamos:

lola problema encontrado

Quem conta a história é o coelho Marques. No trecho: Bob saiu com sua bicicleta do Correio. Quando chegou na casa de Gaga entregou a ela e lhe falou […] O professor  perguntou a aluna como que o Marques sabia dos detalhes se ele não presenciou a entrega da carta e era ele o narrador da história. Nota-se que a aluna acrescenta novas informações no trecho.

Dicas para melhorar o texto feito pelos colegas de sala de professor.

lola dicas

2ª Versão: (uma parte da história):

lola 3 versão

Lola foi muito criativa! Ouviu os conselhos para melhorar o texto e fez de forma brilhante.

Vejamos como era a escrita de Lola no início do ano:

lola escrita inicial

Uma fama diferente

Autora: Julia Carvalho

Vou lhe contar a minha história, pois sou um coelho famoso. Tudo começou naquela noite de espetáculo, quando eu a avistei sentada na plateia nem acreditei que era ela, fique ate um pouco confuso quando eu a vi, nem acreditei que ela estava ali bem perto de mim. Sim ela com seus lindos olhos azuis e seus cabelos loiros, sim era a Xuxa Meneguel.
Depois de um tempo, tentando acreditar que eu vi a Rainha dos Baixinhos, eis que ela aparece no meu camarim, eu gostei de conversar com a “Rainha do meu coração’’, ela me fez várias perguntas como: qual era o meu nome, quantos anos eu tinha e no final da nossa conversa, a Xuxa me explicou que esteve na maioria dos meus espetáculos, fiquei chocado! Mas tão chocado que soltei um pum imenso. Então fiquei muito, muito envergonhado e vermelho. Pedi desculpas, e ela aceitou.
Continuando a minha conversa com a Xuxa, ela me perguntou se eu gostaria de fazer um teste, para o próximo Show dela. No dia seguinte fui participar do teste e tinha várias pessoas que cantavam e interpretavam muito bem. Quando disse para mim mesmo que eu passando ou não no teste, eu já tinha realizado um dos meus sonhos que era de conhecer a Xuxa. E vocês não sabem da maior, eu passei no teste!
O show teve tanto sucesso, que depois de alguns dias a Xuxa me ligou e me perguntou se eu gostaria de participar de seu programa de televisão. E até hoje este programa faz muito sucesso. E nunca desista dos seus sonhos, porque os meus se realizaram e então porque os de vocês não vão se realizar?

Fim!

Vejamos como foi o planejamento da história:

julia carvalho planejamento

1ª versão (uma parte da história):

julia carvalho 1 versão

Apesar da aluna ter feito um excelente planejamento, ela teve dificuldade em criar um texto coerente. Colegas e professor deram várias dicas para melhorar a história, quando ela apresentou a primeira versão. Depois o professor pediu a uma colega de sala fazer a revisão da ortografia junto com Júlia.

2ª versão:

julia carvalho 2 versão

A história ainda continua incoerente em alguns trechos. Para chegar a versão final, os alunos fizeram a revisão coletivamente, o que não foi fácil. para não perder a originalidade, o professor pedia para Julia tomar as decisões sobre o que os colegas estavam sugerindo. Algumas foram aceitas e outras reescritas pela própria aluna.

Como era a escrita de Júlia no começo do ano:

julia carvalho autorretrato

Fevereiro de 2017.

O coelho jogador de futebol

Autora: Júlia Almeida

Bem, vou começar a história me descrevendo: tenho olhos azuis cor de mar, sou branquinho que nem neve e confesso sou um pouco gordinho.
Depois de muito tempo morando na casinhola de Clarice, simplesmente fui morar na rua porque queria ser livre. Então conheci uma coelha muito, muito bonita. Ela era belíssima! O nome dela era Filomena. A gente foi se conhecendo, se conhecendo até que eu a pedi em namoro, nós dois viramos um casal muito lindo.
Meu nome é “Teodoro Francisco Bezerra da Silva”. Eu sempre tive um sonho de ser jogador de futebol e falei para minha namorada sobre esse sonho. Acontece que eu não tenho dinheiro suficiente para pagar um curso, “mas se eu arranjar um emprego? Talvez eu consiga pagar o curso.” Pensei. Quando mais jovem na escola de coelhos, aprendi a roer cenouras. Então depois de um século consegui arranjar um emprego. Trabalhei, trabalhei e peguei todo meu salário e fui pagar meu curso, mas você acredita que tem que pagar por semana? Que absurdo! Teve uma vez que eu fiquei devendo, fiquei mesmo! 1.200 reais ainda para ajudar.
Mas eu sou um coelho de sorte! Por que no dia em que eu fui fazer o pagamento do curso um coelho preto me chamou:
-Olá, coelho tudo bem?
Nossa! Você não vai acreditar quem era, ele é o técnico da seleção brasileira! Com muita educação respondi:
-Olá, estou bem sim e o senhor?
-Comigo está tudo ótimo! Mas eu vim aqui especialmente para falar com você.
Eu muito feliz estava aguardando o técnico me dizer:
-Eu fiquei te observando durante os treinos e então resolvi te fazer um convite. Você aceita participar da seleção brasileira?
Eu nem pensei duas vezes e lhe respondi:
-Claro que sim! Esse sempre foi meu sonho!
Depois de algumas horas fui falar com minha namorada:
-Filomena, Filomena!
-Que foi? Perguntou-me assustada.
-Depois de 500 anos fui reconhecido como um bom jogador! Vou jogar na seleção brasileira!
-Que bom! Estou muito feliz por você ter conseguido! Exclamou com alegria.
Algumas horas depois, muito orgulhoso com o convite fui descansar debaixo de uma árvore.
Quando comecei a jogar na seleção brasileira minha namorada me acompanhava em todos os jogos. Além disso, fiquei muito famoso sendo jogador de futebol e minha namorada teve dois coelhinhos bagunceiros: um era branquinho de olhos azuis e a outra uma coelhinha de olhos castanhos. Fiquei muito feliz por ser pai e ao mesmo tempo fiquei orgulhoso, por fim vivi feliz para sempre com minha família e minha carreira.

Fim!

Observação: As versões partiram do interesse da aluna em querer melhorar sua escrita.

julia melissa planejamento

Interessante ver no planejamento de Júlia foi a sua organização. Ela conta como quer construir sua história e depois marca o que foi mudado.

Foi um trabalho árduo para a aluna chegar a versão final, pois na escrita da primeira versão o texto estava muito confuso.

1 ª versão (uma parte da história):

julia melissa 1 versão

Vejamos as dicas recebidas quando leu para sala toda sua primeira versão da história:

julia melissa dicas

2ª versão: ( uma parte história)

julia melissa 3 versão.jpg

Ainda faltavam detalhes importantes para serem esclarecidos ao leitor. A aluna foi orientada que quando fosse digitar o texto que pensasse nas novas dicas recebidas. A revisão coletiva ajudou a aluna deixar o texto mais redondo.

Como era a escrita inicial de Júlia Almeida:

julia melissa escrita inicial

Fevereiro de 2017.

A vida no circo

Autora: Maria Clara

Olá! Sou um coelho. Você sabe o que eu fiz fora de minha casinhola? Pois se não sabe, vai saber agora.
Primeiro você sabe o que é casinhola? Se não sabe vou te explicar: ela é uma gaiola, com grades estreitas, um tampão de ferro em cima, muito pesado.
Em uma certa manhã, estava passeando entre as ruas, vi um homem, com aparência de dono de circo. Então, fui falar com ele. Fiquei horas conversando sobre meu sonho. “Meu desejo é trabalhar em um circo! ” Pensava sempre nisso.
O dono acabou me contratando para trabalhar em seu circo, por que me achou muito experiente.
No dia seguinte, o meu novo chefe meu deu um nome, “Bundovisque”. Gostei pra caramba!
Passou-se um tempo e meu dono viu que eu era talentoso e me chamou para fazer um show em três dias.
Fiquei tão nervoso que acabei soltando um pum! Passei os dias treinando meus truques de mágico, até que chegou a hora!
Meu chefe me deu um papel especial de malabarismo, em cima da hora, pois o malabarista estava passando mal, no dia. Comecei a fazer o papel. Bem, a tentar fazer! Quando fiz o malabarismo foi caindo bolinha por bolinha na minha cabeça, até que cai no chão.
Fiquei revoltado! Furioso! E muito maluco! Então, disse a mim mesmo, “não irei deixar aquele chato mandar em mim”. Acho que você não deve saber como é um dono de circo? Eles nos obrigam a tudo, e só pensam em mandar na gente.
Depois do ensaio fui me apresentar no show, pensei que estava pagando mico. Então, comecei a correr atrás do meu dono, e com meus dentes afiados comecei a mordê-lo. O dono gritava igual uma menininha fugindo de um rato!
Todos da arquibancada riram, achando que era parte do show. “Acho que vou desistir de trabalhar no circo?” Pensei.
“Mas o que eu poderia fazer? Palhaçadas? Talvez dançar na rua?” Continuei pensando.
“Se eu fizer palhaçadas, vão rir de mim, irei ficar maluco, furioso e revoltado” Discuti comigo mesmo. “Mas como irei dançar na rua? Porém, não faço a mínima ideia de como se dança. Acho que vou tentar me acostumar com o circo, pois foi isso que sempre sonhei.” Cheguei a esta conclusão.
Fim!

desenho clara.jpg

Ilustração de Maria Clara

 

Como foi o planejamento de Maria Clara:

clara planejamento.jpg

Clara organizou bem o seu planejamento, mas teve bastante dificuldade para desenvolver a história. O professor a orientou para que escrevesse sem medo de errar, porque depois haveria sugestões de mudanças.

1ª versão (uma parte dela):

clara 1 versão

As dicas recebidas foram: explicar melhor a entrada do dono do circo; prestar atenção na forma como estava pontuando seu texto. O professor orientou todos os alunos para que fizessem a leitura final em voz alta buscando interpretar o próprio texto escrito.

2ª Versão:

clara 2 versão

A intervenção feita sobre a leitura ajudou a aluna perceber onde precisaria melhorar na segunda versão. Ela mesma fez sua anotações no texto.

3ª versão:

clara 3 versão

Passar a limpo (no caso digitar o texto) foi feito junto com a colega Ana Carolina, que pôde revisar o seu texto e lhe dar novas dicas.

Vejamos como Maria Clara escrevia no inicio do ano letivo:

clara autorretrato

fevereiro de 2017.

O coelho famoso

Autor: Marcos Vinícius Leal

Num belo dia eu estava passando nas ruas e vi uma coelhinha de olhos azuis com pelos brancos, então foi amor à primeira vista.
No dia seguinte, fui ver ela e nós começamos a conversar. Depois fomos passear no parque, eu falei meu nome e ela falou o dela e também disse que eu tinha um sonho de virar um famoso e fazer um filme, então nós voltamos, porque começou a anoitecer. Eu a deixei em sua casa e fui embora dormir na casinhola de Clarice.
No amanhecer de um dia, fui passear e encontrei meu amigo Teodoro, ele era um cachorro, que é um diretor de filmes. Ele conhecia um gato que se chamava Tiririca que queria ser famoso como eu.
E o cachorro falou:
-Posso fazer vocês virarem famosos!
-É sério ou você está brincando? Eu perguntei.
-Eu não estou mentindo!
-Ah! Só perguntei, por perguntar.
-Então amanhã eu te espero as 9:00 horas na praça, para levar você e o Tiririca no estúdio, para fazerem um teste. Disse Teodoro.
Logo depois, fui ver a coelha que conheci e falei para ela que eu iria virar um famoso.
Então começou a anoitecer fui embora dormir.
No dia seguinte, fui encontrar Teodoro e Tiririca na praça, eles me levaram em um estúdio de gravação e comecei a gravar o filme com o gato para o teste, mas me enrolei com as palavras estranhas que tinha no texto. Eu pensei que ser famoso não era tão difícil assim. Depois do teste, fiquei sabendo que passei nele e comecei a pensar em um nome para o filme, dei uma sugestão: ”O coelho fantasma” porque vai ser de terror.
Depois de tanto trabalho terminamos o filme.
Com o passar dos dias, fiquei imaginando como seria ser famoso com o Tiririca. Fui dar um passeio e no caminho vi um monte de cartazes escritos sobre o lançamento do novo filme chamado “O coelho fantasma” então pensei: “Este é o meu filme!!!”
Então olhei para o lado e estava vindo um monte de fãs correndo em minha direção, me escondi atrás de uma carroça que estava parada na frente da padaria e encontrei o Tiririca se escondendo ali também.
Agora você já sabe o que eu fazia quando fugia da casinhola de Clarice.
Fim!

Como foi o planejamento da história feita por Marcos:

Marcos planejamento

Durante a construção da história, Marcos mudou muita coisa do que havia planejado. Esses ajustes realmente fazem parte da elaboração de uma história.

1ª versão (uma parte dela):

marcos 1 versão

Marcos começou a fazer uso dos parágrafos, o que antes não fazia. Entretanto, precisava melhorar sua história.

Ao apresentar para a sala sua primeira versão, os colegas e professor deram várias sugestões de como melhorá-la.

marcos dicas

2ª versão:

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Ainda continuava apresentando problemas no texto, o professor fez novos apontamentos.

3ª versão:

marcos 3 versão

O texto já estava mais claro nessa versão, o que precisava ser organizado eram os diálogos. Durante a revisão final, os colegas contribuíram nessa organização.

Vejamos como era a escrita de Marcos no inicio do ano.

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Texto do aluno: Marcos Vinicius da silva leal tem 10 anos mora no Brasil no estado de são Paulo em Pindamonhangaba bairro Castolira. tem duas irmãs uma e mikaela e evely seus pais estão separado ele mora com sua mãe ele mora nessa casa a mãe dele se chama Gislene e o pai marco antonio. Quando ele crescer ele quer ser policial civil porque ele gosta de defender as pessoas ele quer ser policial porque gosta de filme de ação o pai de marcos já luto muay thai e marcos quer aprender também quando a mãe de marcos era mais jovem ela jogou futebol feminino ela já ganhou um campeonato de futebol. a comida favorita é macarronada com milho e estrogonofe o esporte favorito de marcos é futebol quando marcos crescer ele quer servir o exercito e seu filme favorito e deed pool  marcos gosta de bicicleta e eskat ele vai na igreja ele é evangélico ele acredita em deus.    

O desaparecimento dos coelhos!

Autora: Maria Eduarda Aragoso

coelho mariaBem, vou contar a você o que eu fazia fora da casinhola em que eu morava. Mas antes preciso lhe falar três coisas:

A primeira é que sou um…
COELHO!!! Um coelho branco, de olho preto, um pouco cheinho e confesso que às vezes sou atrapalhado. Meu nome é Khai, ele foi dado pelo meu primeiro dono, um mágico.
Segunda é que não sou coelho normal, se você pensou que sou um coelho mágico acertou!
A terceira e ultima é minha história, vamos lá:
Alguns anos atrás, quando eu era do circo, morava com meus pais e tudo ocorria bem. Até que certo dia, o mágico quis fazer a famosa mágica do desparecimento de alguém, portanto quando perguntou á plateia se tinha algum voluntário ninguém o respondeu. Logo olhou para os meus pais e voltou ao olhar para plateia e disse:
– Já que não temos nenhum voluntário acho que o nosso casal de coelho não vai se importar de entrar na caixa mágica.
Então pegou meus pais e os colocou dentro da caixa misteriosa e a trancou com um cadeado meio diferente. Chamou-me e entrei no palco com um friozinho na barriga, mas o ignorei e peguei uma cenoura que estava numa cesta que colocaram ao meu lado, comecei a roer ela em formato de chave. Quando terminei, a entreguei ao mágico, que a pegou e girou ela no cadeado, abriu a caixa, que todos a olharam e ficaram espantados, mas bateram palmas, pois meus pais não estavam lá, confesso que fiquei um pouco nervoso, porém me acalmei, porque sabia que era parte do truque. Depois de meu dono trancar a caixa vazia eu repeti o processo, novamente ele abriu o caixote que de novo estava vazio, neste momento gelei de medo já que era para meus pais terem aparecido como normalmente acontece! Comecei a refazer o processo varias vezes cada hora mais aflito e nunca dava certo.
Foi quando o mágico me tirou do palco e avisou os palhaços que precisava sair e que era para eles o substituir. Então ele me levou para fora do circo e gritou:
– SERIO QUE NEM PARA FAZER ESTE TRUQUE DIREITO, VOCÊ SERVE? SABE O QUE VOU FAZER COM VOCÊ? – Comecei a chorar – Vou te vender! E foi isso que ele fez.
E essa é minha história, você deve estar se perguntando, o que isto tem haver com o que eu fazia fora da casinhola, é ai que te conto algo triste, eu não tive noticias se meus pais depois do ocorrido.
Agora vou te contar sobre quando eu fugi: Eu estava andando pela rua tentando ter alguma ideia de como achar meus pais, até que vi um cartaz que logo reconheci o nome que estava nele, era o nome do circo que eu morava. Pensei um pouco e tive uma ideia, “Se eu for até lá e ver se o mágico ainda trabalha naquele lugar e o investigar para ver se ele sabe algo sobre o paradeiro de meus pais?” Então comecei a andar pelas ruas procurando o endereço. Depois de horas e horas cheguei ao circo e entrei sorrateiramente para ninguém me ver, fui atrás do palco ainda com muito cuidado e vi que o mágico ainda trabalhava lá, aproveitei e comecei a observa-lo, quando ele foi para sua casa o segui e quando voltou também voltei, esperei o show de mágica acabar e acompanhei ele de volta ao seu lar, durante esse tempo, não tinha percebido nada de estranho, até que ele começou a falar ao telefone, então cheguei mais perto e escutei-o falando:
– Eu preciso dos coelhos para mim!!! Tá, amanhã no mesmo lugar, está bom eu vou levar o dinheiro!
Depois de ouvir essa ligação, fiquei com sono e fui dormir com o objetivo de acordar cedo no  outro dia para continuar a perseguição.
Dormir no jardim da casa do mágico e acordei bem cedo e percebi que ele já havia acordado, pois escutei a porta bater e corri atrás dele.
Séculos depois chegamos a um beco sombrio, vi que não estávamos sozinhos, pois escutei um barulho de passos em nossa direção, era um capanga com meus pais, em suas mãos, esperei o momento certo para agir. Até que uma hora, não sei por que, os dois começaram a brigar, então aproveitei e peguei meus pais e nós saímos correndo dali. Quando chegamos em outro quarteirão, aproveitamos para nos abraçar e choramos muito de emoção.
E agora eu tenho mais certeza que nunca, que a família é a coisa mais importante de todas as coisas do mundo!!!
Fim!

coleho 2

Ilustração de Maria Eduarda

como foi o planejamento da história de Maria Eduarda:

maria ed. planejamento

Durante a história a aluna foi mudando o planejamento construído. Isso realmente é normal acontecer durante a elaboração de um texto.

1ª versão (uma parte dela):

maria ed. 1 versão

Maria Eduarda escreve bem, porém tinha algumas construções de frases que precisavam ser melhor organizadas.

maria ed. dicas

O professor deu algumas dicas para melhorar o texto.

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Maria Eduarda se apropriou bem dos recurso linguísticos durante a execução do projeto.

Vejamos como era sua escrita no inicio do ano:

maria ed. autorretrato